| ÚLTIMAS NOTÍCIAS SOBRE SAÚDE |
| 08/02/2010 >> Pandemia de gripe A continua em queda no mundo, afirma OMS |
Organização alerta que ainda existem focos persistentes do vírus H1N1 na América Central e no Caribe
GENEBRA - A
Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta
sexta-feira, 5, que a pandemia de gripe A continua em queda, com um
baixo nível de incidência na maior parte do mundo. Ao
todo, 15.174 mortes foram atribuídas a essa doença desde
sua aparição na América do Norte há dez
meses.Na Europa, a
transmissão do vírus H1N1 permanece "em um número
muito limitado de países". Já no resto do continente a
atividade do vírus se mantém baixa, segundo o
relatório semanal da organização sobre a
evolução da pandemia. Na América, a pandemia de
gripe "continua diminuindo", embora existam certos focos persistentes
na América Central e no Caribe.A OMS reafirmou, no entanto, que o vírus pandêmico continua sendo o vírus de gripe predominante no mundo.
Fonte: estadão.com.br |
| 05/02/2010 >> Gripe H1N1 aumentou morte de crianças na Europa, diz estudo |
WASHINGTON - A pandemia do vírus H1N1, da chamada
gripe suína, elevou a taxa de mortalidade entre crianças
na Europa no fim do ano passado, mas não teve o mesmo efeito em
adultos, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira.
Os primeiros relatos mostraram um aumento de cerca de 28 por cento nas
mortes de crianças de 5 a 14 anos em oito países, segundo
Anne Mazick, do Statens Serum Institut, da Dinamarca, e seus colegas.
Isso equivale a cerca de 77 mortes acima do que seria normal nesses
meses e nessa faixa etária, de acordo com o artigo publicado na
revista eletrônica Eurosurveillance.Estimar as mortes resultantes
da gripe é complicado, já que a maioria das pessoas nunca
fez exames, as mortes nem sempre podem ser relacionadas à gripe,
e os casos de morte nem sempre são claramente notificados. "Essa
estimativa é provavelmente conservadora devido à demora
na notificação", acrescentaram os pesquisadores
europeus.Mazick e seus colegas reuniram dados de Bélgica,
Dinamarca, Grécia, Malta, Holanda, Suécia e
Suíça, e também do Estado alemão de Hesse.
Ao todo, trata-se de uma população de 66,8 milhões
de pessoas.
"Nossos dados preliminares mostram que a mortalidade relatada durante a
pandemia de influenza de 2009 não alcançou os
níveis normalmente vistos durante epidemias sazonais de
influenza", escreveram os pesquisadores.
Mas eles descobriram 77 mortes entre crianças de 5 a 14 anos,
acima do que seria normal nessa época. "A forte ascensão
nas mortes após a 41a semana (do ano) corresponde a grosso modo
a um aumento de 28 por cento na mortalidade entre crianças de
5-14 anos, coincidindo com a pandemia."Para efeito de
comparação, os Estados Unidos, com 300 milhões de
habitantes, confirmaram mais de 300 mortes de crianças por causa
do vírus H1N1, e dizem que provavelmente o número real
foi muito maior. Isso equivale a mais do que o dobro dos números
registrados durante a epidemia sazonal de gripe de todos os anos.
Fonte: estadão.com.br |
| 04/02/2010 >> Cientistas se comunicam com paciente em estado vegetativo |
Em pesquisa na Europa, paciente consegue responder 'sim' ou 'não' ativando diferentes áreas do cérebro
LONDRES - Um grupo de cientistas europeus conseguiu estabelecer uma
comunicação com um paciente em estado vegetativo, em que
este respondia mentalmente "sim" ou "não" às perguntas
dos estudiosos.
A pesquisa publicada no New England Journal of Medicine nesta
quarta-feira explica que o paciente está nessa
condição vegetativa há sete anos, quando sofreu um
acidente de trânsito.Os médicos das universidades de
Cambridge, na Inglaterra, e de Liège, na Bélgica, pediram
ao paciente belga que imaginasse atividades motoras, como jogar
tênis, para responder "sim", e imagens espaciais, como ruas, para
indicar "não".Os especialistas sabiam que cada tipo de
pensamento ativaria uma área diferente de seu cérebro.
Portanto, por meio de uma técnica de Imagem por
Ressonância Magnética Funcional (IRMF, na sigla em
inglês), que monitora a atividade cerebral do paciente em tempo
real, eles puderam identificar suas respostas.O paciente respondeu
corretamente a cinco das seis perguntas sobre sua vida pessoal. Ele
confirmou, por exemplo, que seu pai se chamava Alexander."Nós
ficamos atônitos quando vimos os resultados do exame do paciente.
Ele foi capaz de responder corretamente às questões que
fizemos simplesmente alterando seus pensamentos", disse Adrian Owen,
professor de neurologia da Universidade de Cambridge e um dos
coordenadores da pesquisa.A pesquisa
No total, o grupo trabalhou com 54 pacientes que sofrem de desordem de
consciência, dos quais 23 estão em estado vegetativo. Eles
também usaram a técnica com voluntários
saudáveis, para efeito de comparação.O
repórter da BBC Fergus Walsh também passou pelo teste do
IRMF. "Eu passei aos cientistas os nomes de duas mulheres, sendo uma
delas a minha mãe. Eu me imaginei jogando tênis quando
disseram o nome dela. Em um minuto eles sabiam qual das duas era a
minha mãe. Eles também foram capazes de acertar se eu
tinha filhos", narrou Walsh.A pesquisa concluiu que dos 54 pacientes
envolvidos, cinco foram capazes de voluntariamente alterar sua
atividade cerebral. Três deles demonstraram inclusive algum grau
de consciência, mas os outros dois não necessariamente
mudaram seus pensamentos conscientemente.
Owen diz que o estudo abre o caminho para que o paciente em estado
vegetativo possa tomar decisões quanto ao seu
tratamento."Você poderia perguntar se os pacientes sentem dor e
então prescrever algum analgésico, e você poderia
ir além e perguntar a eles sobre seu estado emocional",
explicou.O uso dessa técnica pode levantar questões
éticas, como por exemplo, se é correto desativar os
aparelhos para deixar um paciente em estado vegetativo morrer,
já que ele pode ter algum grau de consciência e até
capacidade de manifestar vontade própria. BBC Brasil - Todos os
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| 03/02/2010 >> Estudo diz que 40% dos casos de câncer poderiam ser evitados |
Evitar infecções com imunização
por vacinas, parar de fumar e ter alimentação
saudável salvariam 5 mi por ano
LONDRES - Cerca de 40% das 12 milhões de pessoas diagnosticadas
com câncer em todo o mundo anualmente poderiam evitar a
doença protegendo-se contra infecções e mudando o
estilo de vida, afirmaram especialistas nesta terça-feira, 2. Um
relatório da União Internacional contra o Câncer
(UICC), que tem sede em Genebra, na Suíça, ressaltou que
nove infecções podem levar ao câncer e pediram que
as autoridades de saúde salientem em seus países a
importância das vacinas e da mudança no estilo de vida
para combater a doença."Se houvesse um anúncio de que
alguém havia descoberto a cura para 40% dos cânceres do
mundo, haveria uma comemoração enorme com razão",
disse à Reuters o presidente da UICC em uma entrevista por
telefone. "Mas o fato é que temos, agora, o conhecimento para
evitar 40% dos cânceres. A tragédia é que
não o estamos usando."O câncer do colo do útero e o
câncer de fígado, ambos causados por
infecções que podem ser evitadas com vacinas, devem ser a
prioridade, indicou o relatório, não apenas nas
nações ricas, mas também nos países em
desenvolvimento, onde ocorrem 80 por cento dos casos de câncer do
colo do útero.O câncer é uma causa importante de
morte em todo o mundo e o número total de casos globalmente
está aumentando, de acordo com a Organização
Mundial da Saúde (OMS). O número de mortes por
câncer no mundo está projetado para subir 45% de 2007 a
2030, passando de 7,9 milhões para 11,5 milhões de
mortes, causadas, em parte, por uma população cada vez
maior e mais idosa.
O UICC afirmou que quer concentrar a atenção dos
responsáveis pelas políticas de saúde nas vacinas
de prevenção ao câncer --como a fabricada pela
GlaxoSmithKline e pela Merck & Co contra o vírus do papiloma
humano (HPV), que causa o câncer do colo do útero, e
outras contra a hepatite B, que causa doença hepática e
câncer."As autoridades de todo o mundo têm a oportunidade e
a obrigação de usar essas vacinas para salvar a vida das
pessoas e educar suas comunidades para escolhas de estilos de vida e
medidas de controle que reduzam o risco delas de câncer", afirmou
o diretor-executivo do UICC, Cary Adams, em um comentário sobre
o relatório.Outras infecções causadoras de
câncer incluem as dos vírus da hepatite C, do HIV e do
Epstein Barr, um vírus do tipo da herpes transmitido pela
saliva.Os especialistas afirmam que o risco de desenvolver câncer
poderia ser reduzido em até 40 por cento se fossem empregadas
medidas de prevenção e de imunização total
combinadas com mudanças simples no estilo de vida, como parar de
fumar, comer saudavelmente, limitar a ingestão de álcool
e reduzir a exposição ao sol.
Fonte: estadão.com.br |
| 02/02/2010 >> Quase 1,5 bilhão de pessoas serão obesas em 2015, alerta OMS |
Órgão
diz que metade das mortes por doenças coronárias poderia
ser evitada com alimentação mais saudável
GENEBRA
- Cerca de 1,5 bilhão de pessoas sofrerão com a obesidade
em 2015 se não mudarem o estilo de vida e hábitos
alimentares pouco saudáveis, diz uma pesquisa publicada nesta
segunda-feira, 1, no boletim da Organização Mundial da
Saúde (OMS).Segundo o estudo, quase 400 mil cidadãos dos
Estados Unidos falecerão devido a doenças
coronárias em 2010, fazendo com que os efeitos dos
avanços em medicina cardiovascular fiquem "estagnados" enquanto
as pessoas continuarem engordando.Para
Simon Capewell, um dos autores do estudo, a metade das mortes previstas
poderia ser evitada se as pessoas comessem de forma mais
saudável e deixassem de fumar.Desde
os anos 70, as taxas de falecimentos por este tipo de doença
caiu pela metade graças a reduções no consumo de
colesterol e de tabaco, além do aumento da atividade
física, lembrou o relatório.No
entanto, desde os anos 90, estas conquistas perderam força
devido ao "dramático" crescimento no número de pessoas
obesas e com diabetes.
Fonte: estadão.com.br |